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Reflexão

O que alimenta o amor nas relações que vive?

            É muito comum falarmos de amor nos referindo ao outro, a relação, a troca que existe quando se ama alguém. E quando se trata do amor entre casais, muitas vezes ele vem carregado, mesmo que de forma singela, de um sentimento de posse. Nessa hora é preciso cuidado para não criarmos expectativas daquilo que desejamos do outro, e viver frustrações futuras, porque o outro só pode dar o que é possível para ele.

            O amor, além de ser um sentimento e despertar em nós sensações, é também uma escolha. Uma escolha de amar porque mesmo sabendo que não seremos atendidos em tudo o que desejamos, ainda assim queremos estar com aquela pessoa. O amor difere da paixão nesse ponto. Essa, nos captura e nos envolve de modo surpreendente, muitas vezes nos damos conta dela só quando já estamos envolvidos. Mas ela passa e quando se escolhe continuar, aí entra o amor, que já poderia estar presente, mas agora ele ganha corpo.

            Se pensarmos nas pessoas que matam e ferem em nome do amor, não faz sentido algum. O amor pode sim gerar outros sentimentos e sensações, mas não deve fazer mal ao outro. Ele é respeitoso. “Ele é tudo que/Faz bem ao coração” (Um Sonho a Dois – Roupa Nova)

            Até mesmo dentro de uma ideia religiosa o amor não pode ser imposto, pois perde o seu fundamento, de ser algo que acontece e nos convida a fazer essa escolha. Muitos vivem o amor nas religiões pelo medo, pela culpa, mas não acredito que esse seja o propósito.  

            Penso que amar começa com o amor próprio. Isso faz toda a diferença. Quando me amo e me conheço, sei o que posso dar, o que desejo receber e o que posso abrir mão, sem prejudicar minha vida. Isso é autoconhecimento.

            Não são poucas as pessoas que se submetem a atrocidades por amor. Suportam sofrimentos, violências e abusos por não amarem a si em primeiro lugar. Por estarem tão distantes de si que nem se afetam mais. Acreditam que amar seja isso e seguem assim.

Quando questiono: O que alimenta/nutre esse amor? A resposta já é um indicativo se o amor próprio está como prioridade.

            Muitas respostas estão fundadas em fantasias, em introjeções (verdades que dizem sobre nós e acreditamos), em sonhos, medos, ameaças etc., que vão contra um cuidado próprio, de valorizar aquilo que é importante para si.

            Gosto da analogia do amor como harmonia musical 🎶🎶. Penso que até mesmo os ritmos mais intensos precisam disso para a música fluir. Podemos pensar que amar é seguir conforme a música, que tem seus altos e baixos, mas que no final há uma harmonia gostosa de acompanhar. 📻 Como é bom ouvir uma música que gostamos, ficamos empolgados, vibrantes. Acredito que amar também deva ser assim. Mais prazeroso que sofredor.

            Não descartando o lado difícil de amar, acredito que nesses momentos, aquela escolha que fizemos há tempos, se atualiza, ou deveria ser atualizada, se ainda continua sendo saudável ou não para nossas vidas.

             Ponderar o que alimenta o amor nas relações em que se vive é algo que também nutre sua alma e te permite ser!

Renata Batista

renata.batista@outlook.com

Celular: (21) 98869-2562

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